Às 15:45, horário de Brasília, Jonathan Ribeiro dos Santos, foi declarado morto, depois de atendido pelos paramédicos de Rolândia, cidade no norte do Paraná.
De acordo com os depoimentos de vizinhos e familiares, o garoto, embora fosse muito pacato e obediente, “sofria de um déficit cognitivo”. Grande admirador de pássaros e aviões, o garoto passou a se interessar por palestras e livros de auto-ajuda e, após ler uma obra chamada “Nunca desista dos seus sonhos”, que a avó deixara sobre a mesa da sala junto a fitas cassetes e dvds motivacionais, começou a se comportar de forma estranha. “Eu achei que fosse bom, todo mundo fala que ler é muito importante, que criança tem que ler. Ele tava até parecendo mais espertinho, todo mundo falava…”, disse a avó aos prantos. Ninguém imaginava que aquele comportamento poderia ter consequências tão graves. O garoto subiu à cobertura do prédio e, munido de asas confeccionadas com hastes de bambu e pedaços de lençol, saltou e, com o impacto da queda, morreu na hora. A polícia encontrou nos pertences do garoto um caderno com todas as páginas completas com a frase: “Eu posso, eu quero, eu vou conseguir.” além disso, cada uma das asas produzidas pelo garoto trazia uma palavra: AGIR e ACREDITAR.
O Ministério da Justiça estuda uma forma de classificação indicativa de obras literárias, para evitar que novas tragédias como essa se repitam.

