
A picareta no andar de cima continua batendo, impedindo meu sono. Ontem, quando andava pela rua, tomei um soco no braço de um velho parecido com esse aí da foto. A diferença era que o que me deu o soco tinha a barba e os cabelos mais curtos e era bem mais sujo. Ele riu depois de dar o soco. Eu entrei no banco e, curioso com o motivo de ter levado aquele carinhoso soco, voltei e resolvi perguntar porque ele havia feito aquilo, mas ele havia desaparecido. Voltando pra casa, as marteladas (picaretadas) continuavam, continuam até hoje. Não posso dormir, portanto, só me resta escrever e ouvir rádio.


